domingo, 3 de fevereiro de 2013

Sobre o programa de cotas para o acesso às universidades paulistas

O anúncio do programa de cotas para o acesso às universidades públicas de São Paulo é um daqueles programas pensados na cúpula do PSDB onde o principal objetivo é a notícia, o alarde, que fica a cargo do setor de comunicação do governo e da grande mídia paulista que o apóia.


Mas, como o propósito do partido é apenas mudar a impressão que parte da população tem dos tucanos, de que eles governam para os ricos, a divulgação por si só, em grande escala (grandes portais da internet e pela televisão) pode mudar a cabeça de alguns eleitores.

Como era de se esperar, as críticas ao novo modelo não demoraram a aparecer:


Um dado chama a atenção no programa: ele é confuso e não foi debatido com a sociedade, na forma de audiências públicas. Essa é uma característica dos programas do PSDB. Outra ponto relevante e que também está presente nos programas anunciados com estardalhaço midiático pelo partido refere-se a data de implantação: há sempre um empecilho a ser derrubado e que, invariavelmente, posterga o início dos programas para outros anos e até para outras gestões. No caso em questão, o obstáculo é a aprovação pelos conselhos das universidades paulistas até junho deste ano para ter início em 2014.

Um pouco de história: A valorização por mérito anunciada pelo governador José Serra

Abaixo, publico uma imagem referente a um outro anúncio, também feito de forma tucano-sensacionalista, referente ao "novo" modelo de "evolução" na carreira do magistério. Percebam que a carta dirigida aos educadores nem foi datada, talvez pelo receio do governo de ser cobrado quanto ao prazo para que os professores tenham um salário decente.



André

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ensino Medíocre

Esse é mais um editorial que usa dados das avaliações nacionais, no caso, o ENEM, para criticar a política de cotas raciais adotadas pelo governo federal. Pessoalmente, não acredito que alguém use, com orgulho, o procedimento de acesso a uma universidade pública beneficiando-se de sua situação social ou racial. Se os editores do jornal Folha de São Paulo estivessem tão indignados  com Educação Pública deveriam ajudar os seus leitores (que na sua maioria são contra as cotas) a cobrar sistematicamente dos governos uma educação de qualidade.

http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/1182818-editorial-ensino-mediocre.shtml

André

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Vestibulares deste ano já terão que aplicar nova Lei de Cotas

Após sanção da presidenta Dilma Rousseff, no dia 29 de agosto deste ano, a Lei de Cotas para as universidades federais foi publicada hoje no Diário Oficial da União. Pela norma, as universidades terão quatro anos para garantir que 50% das vagas sejam destinadas a alunos oriundos das escolas públicas.
http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/10/15/vestibulares-deste-ano-ja-terao-que-aplicar-nova-lei-de-cotas-diz-mercadante.htm

O objetivo da lei é democratizar o acesso às universidades federais, permitindo que estudantes de baixa renda ou que pertençam a parcelas da população historicamente marginalizadas socialmente possam ingressar em uma universidade pública.
Para aqueles que são contra a lei, que permite esse acesso "facilitado", uma dica: junte-se aos pais dos alunos das escolas públicas e pressione os governos (municipal, estadual e federal) por uma Educação Pública de qualidade para todos.

André

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Aluno carente da USP passa o dia com R$ 11

Atualmente é difícil encontrarmos, na grande mídia, uma reportagem séria sobre as agruras pela qual passa a educação pública. Mais difícil ainda é essa mídia mostrar que mesmo diante de situações muitas vezes desvantajosas, vários jovens, oriundos do ensino gratuito, conseguem, através de muito esforço e dedicação, uma vaga nas melhores universidades.
http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/07/08/aluno-carente-da-usp-passa-o-dia-com-r-11-veja-o-que-estudantes-fazem-para-se-manter-na-universidade.jhtm

André

domingo, 29 de maio de 2011

Entrar na Unicamp sem vestibular? Só com o Profis.

A Unicamp criou um projeto piloto cujo objetivo, segundo o reitor Fernando Costa, é garantir que a academia não perca os maiores talentos por eles não estudarem em boas escolas. No Profis - Programa de Formação Interdisciplinar, todos os alunos  foram selecionados por terem o melhor desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em comparação aos colegas que cursaram a mesma escola – e não a candidatos em geral. Detalhe do programa: é só para alunos da cidade de Campinas. Durante dois anos, eles têm aulas de linguagens, ciências humanas e artes, matemática, ciências exatas e tecnologia e ciências biológicas e da saúde. A intenção não é que consigam ser aprovados no vestibular, pois ao final todos têm vagas garantidas na graduação. Os que obtiverem as melhores notas no programa escolherão primeiro que carreira cursar.

Embora  restritivo, o programa da Unicamp tem o mérito de premiar alunos de escolas públicas que têm bom desempenho no ENEM. Outro ponto positivo do programa é o fato dos selecionados terem, durante esse período pré-universitário, acesso a conteúdos de disciplinas de diversas áreas. Algo parecido com os cursos superiores dos EUA e da Europa.

André
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/eles+nao+prestaram+vestibular+mas+entraram+na+unicamp/n1596980560046.html

domingo, 15 de maio de 2011

Um terço da carga horária fora da sala de aula

Finalmente o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que, para o professor que cumpre uma jornada de 40 horas semanais, um terço desta jornada deve ser cumprido fora da sala de aula, para atividades de planejamento, correção de provas, reuniões etc.
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/stf+define+que+um+terco+da+jornada+dos+docentes+seja+fora+da+aula/n1300107606705.html

André